sexta-feira, 4 de junho de 2010

Investigativo + Literário



O objetivo deste blog é expor a possibilidade de unir  o Jornalismo Investigativo e o Jornalismo Literário .


Conceitos :

Jornalismo Investigativo é a prática de reportagem especializada em desvendar mistérios e fatos ocultos do conhecimento público, especialmente crimes e casos de corrupção, que podem eventualmente virar notícia.
Wikipédia
Eugênio Bucci define o jornalismo investigativo como uma “modalidade especializada”, que teria se desenvolvido dentro do oficio a partir de uma imposição da burocracia e de muitas das máfias que colocaram sobre o direito de informação uma cortina de fumaça – maligna e maliciosa – capaz de barrar o direito de saber de todo o cidadão.

FORTES, Leandro. Jornalismo Investigativo. São Paulo: Contexto, 2005


O Jornalismo Investigativo Causa muitas discussões entre os estudiosos do gênero. Alguns deles se baseiam  no fato de que toda prática jornalística pressupõe uma investigação. Um exemplo conhecido deste tipo de reportagens  aconteceu quando os repórteres Bob Wodward e Carl Bernstein, do jornal americano Washington Post, desempenharam  um papel fundamental na revelação da trama política de sabotagem, espionagem e subornos no mandato de Richard Nixon.

No Brasil, o jornalismo investigativo é representado por nomes como Caco Barcelos e Gilberto Dimenstein. Este, que escreveu "Meninas da Noite" é citado no áudio pela  Prof ª Me . Joseline Pippi , que expõe a importância desta leitura  para os acadêmicos de jornalismo, e fala  sobre informações relevantes para a  prática da investigação jornalística .







 Jornalismo Literário é uma especialização do jornalismo feita com a arte da literatura. Também conhecido como Literatura não-ficcional, Não-ficção criativa, Literatura da realidade, Jornalismo em profundidade, Jornalismo Diversional, Reportagem-ensaio, Jornalismo de Autor.

Wikipédia

Jornalismo Literário significa potencializar os recursos do jornalismo, ultrapassar os limites dos acontecimentos cotidianos, proporcionar visões amplas da realidade, exercer plenamente a cidadania, romper as correntes burocráticas do lead, evitar os definidores primários e , principalmente, garantir perenidade e profundidade aos relatos.

PENA, Felipe. Jornalismo Literário. São Paulo: Contexto, 2006.




O Jornalismo Literário surgiu na década de 60 nos Estados Unidos e também pode ser chamado de Novo Jornalismo. O termo foi adotado por Tow Wolfe, autor do Livro "Radical Chique e Novo Jornalismo", obra fundamental para o estudo deste gênero.

Truman Capote foi o precursor no estilo, ao escrever "A Sangue Frio", a história é um marco no Jornalismo Literário. Capote ao contrário de Tom Wolf e Gay Talese, que enquanto repórteres penderam para a literatura, foi um escritor que migrou para o jornalimo. No entanto, esses três autores servem  como base para se fazer uma análise do gênero, assim como o brasileiro Euclides da Cunha, que narrou suas experiencias na Guerra dos Canudos em "Os Sertões".

Atualmente, o principal Representante vivo do jornalismo literário é o colombiano Gabriel Garcia Marques, autor de "Cem Anos de Solidão" e no Brasil Calos Heitor Cony, mescla sua obra entre a literatura e o jornalismo.

No vídeo, o Professor Marcelo Rocha, doutor em teoria da literatura, fala sobre a contribuição do novo jornalismo para o jornalismo diário, a importância dos precursores  no gênero e suas  pricipais características.